Máscaras em crianças?

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Devem ser de tecido, usadas em períodos de 1h e nunca no recreio, aponta especialista

Numa altura em que as crianças até ao primeiro ciclo regressaram às aulas, e ao contrário do que acontecia antes, as escolas estão a disponibilizar máscaras aos alunos cujos pais autorizem a sua utilização. Contudo, o seu uso não é obrigatório, o que tem levantado algumas dúvidas que fomos procurar esclarecer.

Pedro Flores, pediatra do Hospital CUF Descobertas, com diferenciação em pneumologia pediátrica, começa por fazer o enquadramento: «a norma da DGS em vigor impõe a todos os cidadãos, com idade superior a 10 anos, o uso de máscara em zonas fechadas e, na rua, sempre que não seja possível manter distância física». Já «a imposição de uso de máscaras para crianças com menos de 10 anos vai para além das normas e, nas escolas, será da sua [dos pais] exclusiva iniciativa e responsabilidade», acrescenta.

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O especialista adianta que a utilização da máscara «não tem riscos de saúde física» para as crianças. É «aceitável» que «as crianças do primeiro ciclo» utilizem o equipamento de proteção «nos espaços fechados, por períodos de 1 hora», salienta.

Quanto a categoria de máscara mais aconselhável, segundo Pedro Flores, «é tolerável o uso de máscaras comunitárias de pano (de preferência certificada), ou cirúrgicas descartáveis de tipo P1. Nunca as P2».

Adicionalmente o especialista sublinha que as máscaras «nunca» devem ser usadas no recreio. «Deve-se encorajar a atividade física ao ar livre em todas as situações. Se a escola fizer questão, as crianças poderão usar no interior dos edifícios, que devem ser arejados», defende.

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Diz o pediatra que «o uso de máscara não prejudica o desenvolvimento do sistema respiratório. As crianças muito pequenas não devem usar máscara por risco de asfixia, visto que não conseguem contrariar alguma eventual aspiração de material para as vias aéreas», sublinha.

Contudo, há outra questão que se impõe. «O problema do uso de máscara coloca-se, nos mais velhos, predominantemente a nível psicológico e do desenvolvimento da personalidade e na criação de interações sociais», adianta.

Pedro Flores considera que não só a questão da imposição do uso de máscaras em concreto, mas também de quaisquer outras medidas de combate à Covid-19 têm grandes «repercussões» nas crianças, causando muitas vezes «problemas psicológicos».

«A Sociedade Portuguesa de Pediatria emitiu recentemente uma posição na qual me revejo e que mostrou grande preocupação com as repercussões das medidas de controlo da pandemia nos cuidados de saúde às crianças», começa por explicar.

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Segundo o responsável, «verificam-se atrasos na vacinação, diagnóstico e seguimento de doenças crónicas; na deteção e acompanhamento de crianças em risco social, com aumento de casos de abuso e maus tratos; em mais problemas psicológicos como distúrbios alimentares, ansiedade, ataques de pânico e depressão; na limitação da aquisição de competências de interação social, principalmente nos grupos mais vulneráveis».

«As nossas crianças estão a crescer num mundo onde os parques infantis se mantêm fechados e selados há um ano e as áreas de venda de brinquedos dos supermercados se encontram bloqueadas pelas autoridades. Os adolescentes veem adiados todos os seus sonhos, projetos e aspirações na sua vida escolar, relações de amizade, namoro, lazer», afirma.

Assim, Pedro Flores considera que «a pandemia não afeta significativamente estas idades (poucos casos, com pouca gravidade e baixa mortalidade)», em termos físicos, mas sim em termos psicológicos e mentais. «A nossa sociedade está a contrair uma dívida para com os mais jovens que, na minha opinião, vai demorar muitos anos a ser paga», conclui.

 

Fonte: executivedigest.sapo.pt

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